O Evento

Sobre o Evento

Estimado(a)s Colegas e Caríssimo(a)s Amigo(a)s:


        Certamente apreciarão as boas novas. Friedrich Nietzsche teve inteira razão: “O que não nos mata torna-nos mais fortes.” Com efeito, não somente está garantida a realização do XVII Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa em 2018, como também existe uma proposta de realização em 2020 (esta apresentada por uma respeitabilíssima Universidade de Moçambique).
     Um congresso como o nosso, que avança para a 17ª edição, tem, por certo, subjacente um extraordinário movimento propulsor. Contudo, de vez em quando, é necessário alguém disponível para limpar a areia depositada na engrenagem. Essa disponibilidade surgiu, mal o problema foi revelado.
      LUMEN AD VIAM: Eis o lema cimeiro da UECE – Universidade Estadual do Ceará! E assim é realmente: quem procura a luz encontra-a nessa busca. A UECE e o CREF5-Conselho Regional de Educação Física ofereceram-nos a luz para resolver o problema da realização do nosso XVII Congresso. Sim, este terá lugar em Fortaleza no período de 25 a 28 de setembro!
      O Prof. Dr. Adriano Loureiro, Coordenador do Curso de Educação Física, integrado no Centro de Ciências da Saúde da UECE (cuja Diretora é a Sra. Profª. Dra. Gláucia Posso Lima), e o Prof. Jorge Henrique Monteiro, Presidente do CREF5, desenvolveram um trabalho verdadeiramente notável, em tempo recorde. O Congresso mantém o lema anteriormente escolhido, já tem logotipo, assim como o formato definido. Vai ser, podem crer, uma estação inolvidável no itinerário do movimento. Eles são, pois, credores do nosso superior apreço e da nossa profunda gratidão.
     A melhor forma de reconhecimento será o empenhamento de todos, visando contribuir para que o Congresso de Fortaleza seja um momento alto de celebração do caminho já andado e de renovação dos seus propósitos. Como constatarão, em devido tempo, o número de instituições aderentes ao movimento é crescente. Neste capítulo, apraz registar o prestigiante apoio do CONFEF-Conselho Federal de Educação Física do Brasil, do COP-Comité Olímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Futebol.

      José de Alencar deve estar muito contente. Iremos à terra da palmeira carnaúba, celebrar religiosamente a sublime utopia, formulada no romance Iracema – Lendas do Ceará.

      Lá corre uma brisa suave, ao cair do crepúsculo, afagando-nos o rosto e a alma, soprada das doces terras e dos verdes mares. Enche-nos e tinge-nos, por dentro e por fora, com os cheiros, as cores e sabores do Ceará. Lá os olhos naufragam num mar de deslumbramento e cintilação, sulcado por saveiros que tecem rendas e bordados nas ondas da imaginação.
   À lembrança acode-nos a narrativa prodigiosa de José de Alencar, pintando o encontro da índia tabajara com o incendiado coração do colonizador lusitano. Ela, virgem e fascinante como a natureza; ele, intensamente humano. Viveram um amor puro, intenso e belo, de comunhão plena da carne e do espírito. O enlace de Iracema e Martim Soares Moreno não é apenas lenda, mito ou ficção. O fogo da paixão gerou Moacir, paradigma de uma pujante nação, feita da desmedida do amor e da beleza da miscigenação.
      Unem os povos lusófonos o sangue, a língua e o milagre de uma genuína, nova e luminosa Humanidade. Bendito seja quem comungar esta crença e fraternidade!
          O congresso quer reavivar aquele encontro, iluminado e sublimado por causas e ideais perenes. Vai às paragens de Iracema; e encontra-a à beira do mar, que a todos nos une. Curvada pela dor do desamparo, a índia dos lábios de mel volta-se para a imensidão do oceano, em atitude de prece e agarrada à esperança.
      Daquelas bandas veio e por elas se apartou o seu amado. Voltará, não voltará?! A angústia consome-lhe o vigor do ânimo, mas não a formosura singela de Afrodite esbelta e radiosa, escrita com letras de oiro, sem igual no Olimpo dos céus e da terra.
      Iracema é símbolo da natureza e da sociedade doridas; aguilhoa-nos e semeia-nos de inquietudes a consciência. É o seu apelo que nos convida a rumar a Fortaleza, na condição de romeiros ciosos de pagar as graças recebidas, de assumir e honrar compromissos, de estar à altura das circunstâncias da vida que nos tocou viver. Não faltaremos à chamada, a nós mesmos, à nossa identidade e alteridade.
       A lenda de José de Alencar é magnífica, sublime e transcendente. Exige que renovemos o seu sentido; e tenhamos saudade do futuro que ela criou!
Com os melhores cumprimentos e um abraço cordial

Jorge Olímpio Bento
Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Porto

Realização

© 17º Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa

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